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Home»Esportes»COI explica por que EUA não são passíveis de penalização
Esportes

COI explica por que EUA não são passíveis de penalização

12 de janeiro de 2026
coi-explica-por-que-eua-nao-sao-passiveis-de-punicao
COI explica por que EUA não são passíveis de punição

O COI afirmou que os EUA não são passíveis de penalização no âmbito do Movimento Olímpico. A entidade explicou os critérios que orientam as decisões diante de conflitos e tensões geopolíticas na próxima segunda (12/1). O contexto atual envolve os conflitos recentes entre Estados Unidos e Venezuela, e tem em vista os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.

A posição foi apresentada em resposta a indagações do Metrópoles e pode ser atribuída a um porta-voz da entidade.

De acordo com o COI, em um cenário global programado por conflitos e divisões, o esporte deve permanecer como um “farol de esperança”. Esse entendimento fica no centro dos Princípios Importantes do Olimpismo, e foi reafirmado através do Conselho Executivo da entidade no mês de setembro de 2025.

A entidade ressalta que, como planejamento global, precisa lidar com uma realidade internacional complicada a cada edição dos Jogos Olímpicos, levando em consideração o contexto político vigente e os acontecimentos mais recentes no mundo. Ainda assim, o COI sustenta que sua principal missão é assegurar a participação de esportistas de todas as origens, preservando o caráter universal e inclusivo do esporte.

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Alex Wong/Getty Images

Por essa razão, o Comitê destaca que não pode se envolver diretamente em disputas políticas ou conflitos entre países, por se tratarem de questões fora de sua alçada. “Isso é domínio da política. Nosso papel é garantir que os atletas possam participar dos Jogos Olímpicos, independentemente de sua origem”, afirmou um porta-voz do comitê.

Leia também O COI citou os Jogos Olímpicos de Paris 2024 como exemplo desta postura. Conforme a entidade, esportistas de todos os 206 Comitês Olímpicos Do país, além da Equipe Dos jogos olímpicos de Refugiados, competiram e conviveram pacificamente na Vila Dos jogos olímpicos, apesar da complexidade da situação geopolítica internacional.

Suspensão da Rússia Ao tratar especificamente de sanções, o Comitê reforçou que a suspensão do Comitê Olímpico Russo (COR) não pode ser comparada a outras situações envolvendo conflitos, como os Estados Unidos e a Venezuela.

De acordo com o COI, a penalização ao COR decorre de uma decisão unilateral tomada em 5 de outubro de 2023, quando a entidade russa anexou e reivindicou como membros organizações esportivas regionais localizadas em território pertencente ao Comitê Olímpico Nacional da Ucrânia.

Esta ação, conforme com o COI, viola a Carta Dos jogos olímpicos ao atentar contra a integridade territorial do comitê ucraniano, princípio reconhecido e protegido através da entidade. Por isso, o Comitê sustenta que os casos não são equivalentes.

Leia a nota: Em um mundo abalado por conflitos e divisões, o Comitê Olímpico Internacional mantém-se firme na sua convicção de que o esporte deve permanecer um farol de esperança – uma força que junta o mundo inteiro em competições pacíficas. Isso fica no cerne do Movimento Olímpico e deriva dos Princípios Importantes do Olimpismo. Tal princípio foi reafirmado através do Conselho Executivo do COI no mês de setembro de 2025.

Como planejamento global, o COI precisa lidar com uma realidade complicada. A cada edição dos Jogos Olímpicos, o COI precisa trazer em conta o contexto político vigente e os últimos acontecimentos no mundo. Sempre fizemos isso com sucesso. A capacidade de unir esportistas, independentemente de sua origem, é fundamental para o futuro de um esporte verdadeiramente global, baseado em valores, que possa trazer esperança ao mundo.

Por essa razão, o COI não pode se envolver diretamente em questões políticas ou conflitos entre países, pois estes estão fora de nossa alçada. Isso é domínio da política. Nosso papel é assegurar que os esportistas possam fazer parte dos Jogos Olímpicos, independentemente de sua origem.

Nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, esportistas de todos os 206 Comitês Olímpicos Do país e da Equipe Dos jogos olímpicos de Refugiados participaram de suas modalidades nos locais de competição dos jogos olímpicos e conviveram pacificamente na Vila Dos jogos olímpicos, apesar da complicada situação geopolítica internacional.

A suspensão do Comitê Olímpico Russo (COR) baseia-se na decisão unilateral tomada através do COR em 5 de outubro de 2023 de anexar e reivindicar como membros diversas organizações esportivas regionais dentro do território do Comitê Olímpico Nacional da Ucrânia. Isso constitui uma violação da Carta Dos jogos olímpicos, pois atenta contra a integridade territorial do CON da Ucrânia, conforme reconhecido através do COI em conformidade com a Carta Dos jogos olímpicos. Por isso, as duas situações não são comparáveis.

Isso foi confirmado através do Tribunal Arbitral do Esporte, que declarou o seguinte em sua sentença (2023/A/10093 ROC v. COI), proferida em 23 de fevereiro de 2024: “As referências do ROC aos conflitos sobre o território da Caxemira, aos conflitos sobre o território de Nagorno-Karabakh e aos conflitos na Palestina são descabidas, pois essas situações diferem significativamente do presente caso. Ao contrário do presente caso, os CONs relevantes não estenderam sua área de jurisdição sobre a de outro CON ou para além de sua própria área de jurisdição”.

Com informações Metropoles

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